sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vedanta e Dhyana


Vedanta e Dhyana
por
Swami Atmananda 

tradução de
Swami Krsnapriyananda Saraswati




“Se nós definimos Dhyana como um meio de prestar resoluta atenção, junto com a humilde curiosidade para com as palavras do guru, quem remove o véu da ignorância e assim desvela o desconhecido, então certamente Dhyana é uma regra importante no Vedanta... Mas se por Dhyana nós simplesmente implicamos focar intencionalmente alguma coisa a qual é ‘já conhecida’, então tal sadhana não ajuda”.


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Hari om M...,

Swami Atmananda
Adiante a sua pergunta com respeito à regra de Dhyana & Bhakti no Vedanta.


Bem, se nós definirmos Dhyana como um meio de prestar completa e irresoluta atenção, junto com a humilde curiosidade para com as palavras do Guru, quem remove o véu da ignorância e assim desvela o desconhecido, então, certamente, Dhyana tem uma regra importante no Vedanta. Quando um mestre iluminado desvela, e o estudante presta completa e incondicional atenção, para compreender as sutilezas das implicações, então tal atenção é, de fato, parte e parcela de efetiva comunicação; ela torna-se facilitadora para adiantar nossa jornada da escuridão para a luz; do desconhecido para o conhecido. Mas se pelo Dhyana nós simplesmente implicamos focar intensamente em alguma coisa a qual já é “conhecida”, então, tal Sadhana realmente não auxilia o adquirir de qualquer tipo de novo conhecimento. Esta é a questão de Upasana. Upasana e Karma possuem uma regra preparatória inicial para jogar-se, mas são novas como um meio desvelador para o novo conhecimento, assim, um estudante de Vedanta mantém de lado todos sadhanas karmicos, física e mental, para penetrar nos portais do Vedanta. Isso é tudo sobre karma-sanyasa, e é extremamente necessário, porque qualquer tipo de Karma basicamente ignora ‘o que é’, por sua imaginária preferência por “o que deve ser”.

Há um sloka (verso), o qual diz que se você não conhece a verdade, então Dhyana não faz sentido, e se você conhece a verdade, ela não é requerida. Assim, obviamente que Dhyana possui uma regra limitada. As pessoas que praticam Dhyana parecem apontar para uma experiência de um determinado estado de espírito, e não com o objetivo de apagar a sua ignorância do Ser. Qualquer Karma, seja físico ou mental, é estimulado apenas pelas conclusões sobre o que é que presumidamente vale a pena e é importante, etc., assim, tais pessoas iniciam com uma conclusão, e não possuem a humildade de um buscador de mente aberta. Deste modo, no Vedanta, nós preferimos unicamente ver a regra do Dhyana como “capacidade para prestar completa e resoluta atenção aos ensinamentos de um mestre iluminado”, do que a simples absorção de um agente em algo assim chamado divino objeto/ser/estar. Aqui nós somos mais intencionados ao sujeito, do que a qualquer objeto, a respeito de o quanto grande possa ser.

Portanto, escutar os Sad-gurus, com completa atenção é a essência do estudar; pensar profundamente sobre os tipos de quaisquer dúvidas e condicionamentos em reflexão, e desvelando este conhecimento todo o o tempo, assim como deixar nossos erros habituais é a verdadeira meditação. Com respeito ao Bhakti, ele é tudo que diga respeito a alguma coisa com profundo amor abnegado. Nós preferimos ver a regra de Bhakti como a profunda e intensa “curiosidade para conhecer a Verdade”. Somente com semelhante amor o Sravana (fé), Manana (reflexão), e Niddidhyasana (concentrar e fixar a mente num ponto) serão verdadeiramente possíveis.

Amor & om
Swami Atmananda

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